quinta-feira, 19 de abril de 2018

Vamos falar sobre disfonia infantil?

A fonoaudióloga Lílian Kuhn explica como a alteração da voz em crianças pode interferir em sua autoestima e suas relações sociais


dtm atm boca mandíbula dor criança  (Foto: Thinkstock)

Rouquidão, falha na voz, sensação de voz cansada, voz muita fina ou muito grossa são sinais de disfonia infantil (Foto: Thinkstock)


Abril é um mês de muitas datas importantes para a Fonoaudiologia. Passado o Dia de Conscientização sobre o Autismo no dia 02 de abril, chegou a hora de alertarmos para os cuidados com a voz. Dia 16 de abril é comemorado o Dia Mundial da Voz, campanha criada no Brasil em 1999 e que desde 2003 passou a ser adotada em todo o mundo.

Apesar de tanto tempo, a luta dos profissionais para conscientização da população ainda vai longe... Essa é uma área de atuação que traz muitos desafios, pois associamos o padrão de voz das pessoas a características psicoemocionais quando, por exemplo, uma voz rouca é tida como sedutora ou uma voz grossa é relacionada a um perfil de personalidade dominante. Muitas vezes utilizamos, conscientes ou não, de variadas qualidades vocais para passarmos nossas emoções e intenções.

Entretanto, no caso do público infantil, devemos lembrar que as crianças ainda estão em formação física e socioemocional. Isto significa que a alteração da voz em crianças pode interferir em suas relações com adultos e crianças, nos processos educacionais e também na sua autoestima. Já parou para pensar que um vozeirão pode ser decorrente de uma alteração fisiológica, que chamamos de disfonia infantil?

Quais são os sintomas mais comuns?

Mesmo que a criança não diga literalmente “está difícil falar”, toda dificuldade ou alteração na produção de sua voz é um problema de voz. Rouquidão, cansaço ou até falta de fôlego ao falar, voz fina ou grossa demais, fraca ou forte mais do que o esperado são os principais sintomas de quadros de alteração vocal.

O que NÃO se deve fazer?
Usar muito a voz (gritar ou falar por longos períodos), cantar sem preparação e/ou acompanhamento profissional, pigarrear, falar sussurrado ou com esforço/dor. E nada de fazer receitas caseiras que podem piorar o quadro, combinado?

Quando devo agir?
Se seu bebê nasceu rouco, se o seu filho reclama de dor ou desconforto ao falar, se você observa que a voz do seu pequeno mudou de repente e não voltou ao normal depois de 15 dias (ou mais), se só melhora quando ele fica uns dias sem falar - e ao voltar ao ritmo normal -, a voz piora novamente.

O que fazer se desconfiar de uma disfonia?
Marque uma consulta com um otorrinolaringologista e com um fonoaudiólogo especialista em voz. Juntos, eles saberão te dizer o que está causando tal alteração e qual será a melhor forma de tratá-la. Determinada a causa da disfonia, pode se considerar fonoterapia, cirurgia e/ou psicoterapia.

Disfonia infantil tem cura?
A alteração pode ser permanente, aparecer algumas vezes ou desaparecer para sempre. Tudo isso dependerá da causa naquela criança específica. Por outro lado, mesmo que não tenha “cura”, sempre há o que melhorar! Então não se deve esperar para ver se passa, ok? Na dúvida, consulte um profissional.

Como cuidar da voz das crianças?
Oriente-as a falar sem esforço e articulando bem as palavras, ofereça água durante todo o dia e alimentos saudáveis e naturais, balanceie as atividades calmas com mais agitadas e que exigem mais fala, evite conversar em lugares ruidosos, não interrompa as narrativas das crianças e ouça-as com atenção, não permitia competição entre diferentes sons (várias crianças falando ao  mesmo tempo, televisão ligada, etc), cuide da boa respiração - evite expô-las a cheiros fortes e  fumaça. E, claro, dê o exemplo sendo um bom modelo de voz!

Em se tratando de crianças, sempre considere os caráteres de Prevenção e Intervenção precoce nas ações de saúde. Prevenir problemas de voz, ensinando às crianças sobre como ter bons hábitos vocais (por exemplo, não gritar!) e as consequências destes para seu corpo e intervir precocemente quando os primeiros sinais de rouquidão aparecerem. Seja amigo das vozes das crianças (e da sua também)! Vamos nessa?

Fonte: Revista Crescer

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quinta-feira, 29 de março de 2018

Brinquedos de madeira ajudam no desenvolvimento das crianças

Jogos, quebra-cabeças e bichinhos estimulam entendimento.
Mães fazem questão de presentear os filhos com brinquedos ‘antigos’.

Esqueça os games de última geração. Há pais que não abrem mão de presentear os filhos com brinquedos de madeira porque os consideram mais educativos e tradicionais. Eles fazem questão que a criançada tenha contato com o “passado”. É o caso da universitária Manuela Ferreira Silva, de 23 anos, mãe das gêmeas Flora e Liz, de 5, que prioriza os brinquedos de madeira para as filhas. As meninas têm instrumentos musiciais como violão e flauta, além de quebra-cabeça, dominó com figuras, relógio e peças para montar casinhas.


 "Esse tipo de brinquedo ajudou no desenvolvimento delas. Elas sabem escrever o nome e várias palavras". Ainda segundo Manuela, as filhas ainda não têm videogame e mexem no computador uma vez por semana, com a supervisão dela. Tímidas, as gêmeas disseram que gostam muito dos violões. Outra brincadeira, entre as preferidas, é colorir com giz de cera.

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Flora e LIz adoram tocar violão de madeira (Foto: Alex Araújo/G1)
Flora e LIz adoram tocar violão de madeira (Foto: Alex Araújo/G1)
As gêmeas Flora e Liz adoram tocar violão de madeira (Foto: Alex Araújo/G1)

 Já a administradora de empresas Wanessa Máximo, de 35 anos, mãe de Antônio, de 3, também presenteia o filho com brinquedos educativos. O menino tem jacaré, montanha-russa, quebra-cabeça de pinos e tijolinhos para montar castelinhos.


O pequeno Antônio, de 3 anos, se diverte com os brinquedos de madeira (Foto: Wanessa Máximo/Arquivo pessoal)

O pequeno Antônio, de 3 anos, se diverte com os brinquedos de madeira (Foto: Wanessa Máximo/Arquivo pessoal)  O pequeno Antônio, de 3 anos, se diverte com os brinquedos de madeira

 “O Antônio tem eletrônicos como carrinho com controle remoto, mas eu faço questão de ele ter acesso a brinquedos educativos porque é um momento de descoberta”, ressaltou. Ela disse que o menino tem ioiô, pirocóptero, bolinha de sabão e um balanço que foi amarrado na árvore no quintal de casa.


 “Esses brinquedos remetem à minha infância e têm uma proposta aconchegante. Desde que o Antônio nasceu ele ganha brinquedos educativos. É uma forma até de eu relembrar como eu brincava”. Wanessa contou, ainda, que, quando era criança, gostava de amarelinha, pião, elástico e vai e vem.

Ana Luísa Pires trabalha com brinquedos de madeira há 16 anos (Foto: Alex Araújo/G1)

Ana Luísa Pires trabalha com brinquedos de madeira há 16 anos (Foto: Alex Araújo/G1)


 Ana Luísa Pires, pedagoga e proprietária da Traquitana, loja que funciona na Região Centro-Sul de Belo Horizonte há 16 anos, especializada em brinquedos educativos, disse que vende cerca de dois mil itens entre jogos, bonecos, fantoches, casinhas, bichinhos e kits para bordar, pintar e desenhar. Os preços variam de R$ 2 a R$ 400.


 “A brincadeira é o trabalho da criança. É pela brincadeira que ela vai entender o mundo ao redor dela. Os brinquedos educativos desenvolvem a criatividade, a coordenação motora, a interação, a compreensão de ganhar e de perder e até as habilidades do raciocínio lógico”, explicou. Ana Luísa disse que os pais que presenteiam os filhos com brinquedos educativos acreditam nos benefícios, além de ser uma alternativa ao computador e ao videogame.

João Pedro brinca com o brinquedo pedagógico montanha-russa (Foto: Alex Araújo/G1)

João Pedro brinca com o brinquedo pedagógico montanha-russa (Foto: Alex Araújo/G1)


 A farmacêutica Jacqueline dos Santos, de 39 anos, também tem o hábito de dar presentes educativos ao filho, João Pedro, de 4. Segundo ela, o menino tem o bichionário, dedoche dos Três Porquinhos e caminhão de encaixar pecinhas.


 “Estes brinquedos trabalham a criatividade e a emoção. O João Pedro tem brinquedos eletrônicos, mas ele prefere montar, desmontar, colorir”, disse Jacqueline.

Especialista

 A psicóloga e psicanalista Carmen Tereza Moreira Caram explica que o ato de brincar desenvolve a constituição e a estruturação psíquica das crianças porque auxilia na elaboração de uma série de aspectos cognitivos. “Elas nascem totalmente desamparadas. É o outro quem decide tudo como o nome, a comida, a roupa, o ir e o vir. É um estado de dependência total”, explicou Carmen Tereza. Segundo ela, brincar possibilita sair desse estágio porque a meninada tem que tomar decisões e expressar a própria vontade.


 Ela disse que os brinquedos de madeira dão a chance de a criança experimentar alternativas. “Quanto mais liberdade, melhor. Os brinquedos eletrônicos são mais definidos, diretos. Os pedagógicos estimulam a criatividade e ajudam no desenvolvimento da linguagem”.


 Ainda de acordo com Carmen Tereza, os brinquedos educativos ajudam na inteligência, na percepção e na noção do espaço e do tempo. A especialista ressalta que ainda existem interações importantes como brincar com os pais e com os amiguinhos. Ela falou que as crianças gostam de trocar de posição com os adultos e costumam assumir o controle da situação. Para Carmen Tereza, os brinquedos educativos são mais atuais do que nunca porque ajudam na constituição psíquica da meninada.

Balanço de cavalo de pau (Foto: Alex Araújo/G1)
Balanço de cavalo de pau (Foto: Alex Araújo/G1)
À frente da prateleira, balanço de cavalo de pau. Ao fundo, mais brinquedos de madeira

Fonte: G1


quinta-feira, 15 de março de 2018

15 de Março é Dia da Escola

As primeiras escolas no Brasil foram trazidas pelos Jesuítas no século XVIII. Atualmente, comemoramos no dia 15 de março o dia da escola.

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Uma instituição tão importante para o mundo não poderia deixar de ser homenageada. No dia 15 de março, comemoramos o Dia da Escola. Depois do contato familiar, é a escola que exerce os papeis mais importantes na vida das crianças, como a alfabetização e o dever de preparar os pequeninos para a vida em sociedade.

O termo escola vem do grego “skholê”, que significa descanso ou lazer. Então a escola antigamente era ambiente apenas de lazer? Não é bem assim! A explicação é que na Grécia Antiga as atividades de estudo, pesquisa e filosofia eram exclusivas das pessoas que não exerciam trabalho braçal, ou seja, dispunham de tempo livre.

Os jesuítas tiveram um importante papel na fundação das primeiras escolas no Brasil. Em 1779, eram 17 Colégios, 25 Casas Jesuítas e 36 Missões realizando a prática da formação religiosa, cultural, cívica e moral dos filhos dos colonizadores, indígenas e, principalmente, da elite que liderava a sociedade da época.

Hoje, com a necessidade de colocar as crianças cada vez mais cedo em escolas, os pais precisam ter a certeza que a instituição vá prover à criança educação de boa qualidade, alimentação e recreação durante o período que seus filhos estarão na escola.

Uma nova modalidade de ensino vem ganhando a cada dia mais credibilidade: as escolas em tempo integral. Atualmente, mais da metade dos estudantes brasileiros da educação básica estão na rede integral. Entre as vantagens está a melhora do rendimento do aluno, a implantação da prática de esportes e a ocupação do tempo ocioso.

Triste realidade

Infelizmente, a Escola no Brasil está longe de ser um exemplo em qualidade, salvos os casos de instituições particulares. Segundo um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), baseado nos indicadores do Censo Escolar 2011, pouco mais de 44% das escolas brasileiras têm apenas a estrutura elementar, que é água encanada, banheiro, energia, esgoto e cozinha.

A estrutura ideal, que reúne também biblioteca, sala de informática, quadra de esportes e laboratório de ciências, está presente em apenas 0,6% das escolas brasileiras, segundo informações do estudo. A maioria dessas escolas com infraestrutura ideal estão localizadas nas regiões Sul e Sudeste.

Os piores índices se referem aos colégios do Nordeste, que sofrem com a falta de saneamento básico, materiais escolares e até mesmo carteiras – é comum ver crianças estudando no chão. A falta de esgoto via rede pública afeta 86% das escolas municipais, 59% das estaduais e 50% das federais da Região.



Letícia de Oliveira
Equipe Brasil Escola

Fonte: Brasil Escola

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Asperger: como a escola deve acolher o aluno e os pais

Por: Mariana Della Barba

Confusão. Falta de empatia. Caos. Esses são alguns termos usados por pais e mães para definir o período em que seus filhos com Síndrome de Asperger frequentaram escolas que não estavam verdadeiramente preparadas ou dispostas a recebê-los. “Quando meu filho começou a estudar, não sabíamos exatamente o que ele tinha. A primeira escola para a qual ele foi era grande, mais tradicional. Mas ele não conseguiu ficar de jeito nenhum. Os professores não estavam nem um pouco preparados. Foi uma tristeza", conta Izabel Grandinetti Barros, presidente da Associação da Síndrome de Asperger Asa-Tea MG.


O filho de Izabel, Henrique Grandinetti de Barros, só foi diagnosticado com Síndrome de Asperger aos 9 anos. O menino tinha fascinação por dinossauros, sabia tudo a respeito deles. Ele também já foi fanático por números. Essa é justamente uma das características da Síndrome de Asperger: ter um tema de interesse no qual focam incansavelmente durante um certo período de tempo.


Eles se dedicam tanto ao assunto que costumam se tornar especialistas e podem acabar desenvolvendo habilidades extraordinárias, seja no conhecimento de animais pré-históricos até em exercícios matemáticos, por exemplo. Para os educadores, o desafio é integrar essas habilidades a outras desenvolvidas em sala de aula. Para os pais, em geral, trata-se de uma peregrinação até encontrar uma instituição de ensino que oferece o acolhimento que a criança precisa para ser feliz e aprender de acordo com as necessidades de um "Aspie", como são chamadas as pessoas com Asperger.



Izabel Grandinetti Barros e o filho Henrique, que demorou a ser diagnosticado com Síndrome de Asperger. Ela se tornou presidente da Associação da Síndrome de Asperger Asa-Tea MG    Foto: Acervo pessoal

O que mudou na classificação
A síndrome foi incluída no chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA) em 2013 – antes disso, era considerada uma condição distinta. Mas diferentemente de outros tipos de autismo, as crianças com Asperger não costumam apresentar atrasos cognitivos graves.

A nova classificação, que investiga mais sintomas, agrupou algumas categorias. Se antes eram quatro principais (Comunicação, Interação Social, Interesses Restritos e Comportamentos Repetitivos), hoje, as duas primeiras foram agrupadas em uma só.

Assim, na área de Comunicação & Interação Social, são analisados o grau de respostas atípicas, déficits para responder a interações com outras pessoas, dificuldade de manter relacionamentos/amizades, dificuldade de interpretação em relações não-verbais. Já nas outras categorias se analisa o grau e a frequência das chamadas obsessões por interesses restritos (como enfileirar objetos ou números ou determinadas cores). A terceira área analisa os comportamentos considerados repetitivos, em que ocorre um apego excessivo à rotina, além de atividades e movimentos reiterados e constantes.   

Escuta e parceria são fundamentais
Mesmo com déficits mais leves que outras síndromes dentro do TEA, o relato de pais mostra como é complexo achar uma escola. Izabel Grandinetti Barros precisou mudar o filho de escola. "Ele foi para uma menor, com só oito alunos por classe. E foi ótimo”, lembra. Ela conta que o acolhimento foi importantíssimo para a ambientação de Henrique. “Havia uma parceria muito grande minha com a diretora e a psicóloga da escola; uma disposição em ouvir o nosso lado. Lá ninguém nunca forçou nada. Quando o Henrique não queria ir para a quadra, elas deixavam ele ficar brincando com os dinossauros dele numa boa. E de tempos em tempos a gente voltava a conversar, para ir ajustando tudo."

Para Joana Elkis, coordenadora educacional da escola Alecrim, em São Paulo, esse trabalho conjunto entre pais e escola é peça fundamental para promover o melhor receber um Aspie. "A escuta é fundamental para qualquer inclusão no ambiente escolar. Da parte da coordenação e dos professores, é preciso que haja uma disponibilidade em se adaptar para acolher da melhor maneira possível as dificuldades dessa criança."

A coordenadora afirma que é preciso “olhar de perto” a criança com Asperger para entender o melhor caminho a adotar em cada caso. Ela cita como exemplo o currículo escolar: há casos em que é necessário montar um programa especial e em outros, é mais válido seguir o mesmo currículo para manter o desafio para a criança, garantindo um acompanhamento especial ou dando-lhe um tempo diferente para cumprir as atividades.



Joana Elkis, coordenadora educacional da escola Alecrim, em São Paulo   Foto: Acervo pessoal


Compartilhar as habilidades
Izabel se lembra com carinho de uma professora que trabalhava muito para integrar os interesses de seu filho Henrique ao currículo escolar. "Nunca vou me esquecer do quanto ele ficou feliz quando a professora propôs que ele desse uma ‘palestra’ sobre dinossauros para os colegas. Ele se sentiu realizado e os alunos também gostaram. Eles estavam estudando dinossauros naquela época, então cada um fez uma pesquisa individualmente e depois o Henrique foi lá na frente falar para a classe."

Para Joana, é papel da escola encontrar um jeito legítimo de a criança com Asperger participar das atividades em classe. "Pegar essa super habilidade e reverter isso para o grupo acaba sendo interessante para todos", diz a coordenadora.

Cuidado na comunicação
Outra característica vinculada à Síndrome de Asperger é o fato de muitas vezes não conseguirem entender ironias e metáforas. "O fato de verem o mundo de um modo mais objetivo e concreto pode atrapalhar a comunicação, seja na compreensão do que o professor está falando ou na maneira que a criança (com Asperger) fala com os colegas, que muitas vezes não tem filtro", diz Joana.

Para evitar esse tipo de entrave, ela afirma que é preciso investir em formas de melhorar a comunicação com esse aluno. Outra conduta positiva por parte do professor é estar atento para, quando necessário, agir para que o “Aspie” não seja mal interpretado pelos colegas por sua maneira franca e direta de se colocar.

A professora do departamento de Educação Especial da Unesp Anna Augusta Sampaio de Oliveira afirma que "os docentes têm de estar sempre próximos para evitar processo de isolamento dos ‘Aspies’, atuando até como mediadores, trabalhando para que essa criança e os colegas se aproximem".

Um exemplo real de como driblar essa dificuldade aconteceu com Henrique Gradinetti de Barros, quando ele teve problemas para acompanhar a aula de Filosofia. Ao cursar sua primeira faculdade, História, ele sentiu dificuldade com as aulas de conteúdo subjetivo. A alternativa encontrada por seu professor foi dividir a prova em tópicos para facilitar a compreensão e o raciocínio do aluno. Funcionou: tanto que Henrique se formou e hoje, aos 24 anos, cursa sua segunda graduação, em Direito.


Evento promovido pela Associação da Síndrome de Asperger Asa-Tea MG   Foto: Reprodução/Facebook

Investir em formação 
Para acolher bem um estudante com Asperger, mantê-lo interessado, se comunicando bem e valorizando suas habilidades, os especialistas afirmam que é preciso investir na formação da equipe.

"É fundamental que a coordenação trabalhe com os professores para discutir os melhores caminhos para adaptar o programa e as estratégias”, diz Joana Elkis, da escola Alecrim. “Trabalhamos muitos com textos teóricos e até filmes que tratam desse tema, sempre tendo em mente cada caso".

Outro desafio apontado por ela é afinar a conduta da escola com as linhas de tratamento que essas crianças seguem fora da escola, em terapias comportamentais ou com acompanhamento psicológico, por exemplo. 

A professora Anna Sampaio, da Unesp, lembra que desde 2008 está previsto em lei a existência de uma rede de suporte ao Atendimento Educacional Especializado, que pode ser em forma de aulas no contraturno, um centro de atendimento a esses alunos ou mesmo o apoio de professores especializados a colegas que tenham “Aspies” em suas turmas.


Henrique ao lado da mãe Izabel Grandinetti Barros: graças ao acolhimento e esforço, ele conquistou graduação em História e agora estuda Direito   Foto: Acervo pessoal


O que mudou?
Tanto para Izabel, com a experiência com seu filho e dentro da associação que coordena, como para as especialistas em educação ouvidas, a inclusão da Síndrome de Asperger dentro do espectro autista não trouxe grande impacto no ambiente escolar até o momento.

Anna faz, inclusive, um alerta de que é preciso ter em mente que um “Aspie” não tem deficiência intelectual e pode aprender qualquer conteúdo, bastando que seja passado de outra forma. "É importante não se prender tanto ao diagnóstico em si, levando em conta mais as especificidades da criança", afirma.

A mudança na classificação, aliás, acabou trazendo outro problema para pais e educadores. Como fica dentro da classificação de autismo, o número de crianças diagnosticadas deve subir daqui para frente. O que só aumenta a necessidade de que pais, professores e escolas estejam atentos para garantir a melhor educação para as crianças.


Fonte: Nova Escola

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Sua cidade também merece! Largo Rui Porto agora é opção de lazer em São Leopoldo

São Leopoldo oferece o Largo Rui Porto como um espaço mais seguro para práticas esportivas e de lazer. Localizado ao lado do Ginásio Municipal Celso Morbach, o largo foi revitalizado, em 2017, recebendo pracinha de brinquedos, quadras poliesportivas, pista de caminhada e sistema de iluminação.


A moradora do bairro Campestre, Juliane Jacques, frequenta o local todas as manhãs para fazer atividades físicas. “Corro na pista e depois venho para os aparelhos ao ar livre. Gosto de vir aqui porque é seguro, ao ar livre e consigo relaxar. Às vezes até parece que estou na praia quando vejo a areia da praça”, brinca Juliane. Já a moradora do Rio dos Sinos, Raquel Martin, utiliza pela primeira vez os aparelhos de ginástica em frente ao ginásio. “Sou motorista de ônibus, tenho uma profissão muito sedentária, quero vir com mais frequência para me exercitar mais”, conta.



Sob olhar atento da mãe, o pequeno Arthur, de 3 anos, brinca na pracinha dos brinquedos. “venho aqui pois os aparelhos são diferentes e adaptados aos pequenos, além de ser um local seguro”, explica a mãe Marcele da Rosa, do bairro São José.

Lembre
Em dezembro foram inauguradas as obras que revitalizaram o local, onde foram construídas duas quadras poliesportivas, uma pista de caminhada e instalado um novo sistema de iluminação. O investimento de R$ 235.927,85 foi oriundo de emenda parlamentar e contrapartida de R$ 2.462,13 do município. Com a nova estrutura e iluminação, o largo passou a abrir todos os dias das 7h às 23h.

Estrutura

As duas quadras, em concreto armado, possuem 1.152,5 m² e são adaptadas para futsal, basquete, vôlei, câmbio e outras modalidades esportivas. A estrutura tem proteção de alambrado nas cabeceiras com altura de 4,80m. A pista de caminhada tem pavimentação em blocos de concreto e dois circuitos diferentes: o primeiro com extensão de 184 metros e o segundo com 256 metros.

Fotos: Thales Ferreira
Fonte: Revista News

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

ESCOLAS, O Governo liberou as verbas do PDDE, você sabe o que é?

O que é?

O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) destina recursos financeiros, em caráter suplementar, a escolas públicas da educação básica (e casos específicos) para uso em despesas de manutenção do prédio escolar e de suas instalações (hidráulicas, elétricas, sanitárias etc.); de material didático e pedagógico; e também para realização de pequenos investimentos, de modo a assegurar as condições de funcionamento da unidade de ensino, além de reforçar a participação social e a autogestão escolar. Os repasses são feitos anualmente, em duas parcelas iguais.

Existem ainda as “Ações Agregadas ao PDDE”, transferências financeiras para fins específicos classificadas em três grupos: o Novo Mais Educação, que compreende as atividades de educação integral em jornada ampliada; o PDDE Estrutura, constituído das ações Água na Escola, Escola do Campo, Escola Sustentável e Escola Acessível; e o PDDE Qualidade, composto das ações Atleta na Escola, Ensino Médio Inovador, Mais Cultura nas Escolas e Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola).



A quem se destina?

Escolas públicas de educação básica estaduais, do Distrito Federal e municipais; unidades de ensino privadas de educação especial qualificadas como beneficentes de assistência social ou de atendimento direto e gratuito ao público; e polos presenciais do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) que ofertem programas de formação inicial ou continuada a profissionais da educação básica.

Segundo dados do censo escolar de 2016, são cerca de 145 mil escolas potenciais beneficiárias do PDDE, nas quais estão matriculados em torno de 39 milhões de alunos. Tomando-se a média dos últimos três anos, o programa e suas ações agregadas envolveram investimento da ordem de R$ 2,08 bilhões anuais.

Como acessar?

Requisitos básicos para acesso aos recursos do PDDE:
• As escolas e os alunos da rede pública e privada de educação especial precisam estar inscritos no censo escolar do ano anterior e a lista de alunos dos polos da UAB deve ser informada ao FNDE pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes);
• As unidades executoras próprias (UEx) e entidades executoras (EEx) devem aderir ao programa por meio do Sistema PDDEweb (https://www.fnde.gov.br/pdde) até 30 de junho. Já as entidades mantenedoras (EM) precisam regularizar, até 30 de setembro, os procedimentos de habilitação estabelecidos em resolução do Conselho Deliberativo do FNDE;
• As escolas públicas com mais de 50 alunos matriculados têm de criar suas UEx;
• As UEx, EEx e EM devem estar adimplentes com a prestação de contas de exercícios anteriores.

Atendidos os requisitos acima, a assistência financeira ao público-alvo do programa é concedida sem a necessidade de celebração de convênio, acordo, contrato, ajuste ou instrumento congênere.


Órgãos Gestores / Áreas Gestoras

O regime de parceria para a descentralização de recursos às escolas envolve tanto as secretarias do MEC na implementação de suas atividades e projetos, quanto os governos estaduais, distrital e municipais e, ainda, as entidades mantenedoras das escolas de educação especial.

Assim se destacam:
• a Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) – unidade gestora das ações agregadas Novo Mais Educação, Atleta na Escola, Ensino Médio Inovador, Mais Cultura nas Escolas e Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola);
• a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC) – unidade gestora das ações agregadas Água na Escola, Escola Sustentável, Escola do Campo e Escola Acessível;
• a Capes – unidade gestora dos polos presenciais da UAB;
• as secretarias estaduais e distrital de educação e as prefeituras municípios (EEx) –entidades que executam os recursos do PDDE destinados às escolas com até 50 alunos matriculados.

Atuação

A área responsável pelo portal no tocante ao PDDE e ações agregadas é a Diretoria de Ações Educacionais (DIRAE), por intermédio da Coordenação do Dinheiro Direto na Escola (CODDE).

Legislação

O PDDE é regido pela Lei 11.947, de 16 de junho de 2009, e por resoluções do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, cujas principias são as seguintes:
• Resolução nº 9/2011, que estabelece os procedimentos a serem adotados para aquisição de materiais e bens e contratação de serviços, com os repasses efetuados à custa do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), pelas Unidades Executoras Próprias (UEx) e entidades qualificadas como beneficentes de assistência social ou de atendimento direto e gratuito ao público que ministram educação especial, denominadas de Entidades Mantenedoras (EM), de que trata o inciso I, § 2º, do art. 22 da Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009.
• Resolução nº 10/2013, que dispõe sobre os critérios de repasse e execução do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), em cumprimento ao disposto na Lei 11.947, de 16 de junho de 2009.
• Resolução nº 15/2014, que dispõe sobre as prestações de contas das entidades beneficiadas pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e suas ações agregadas.
• Resolução nº 8/2016, que altera as Resoluções nºs 10, de 18 de abril de 2013, e 16, de 9 de dezembro de 2015, do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (CD/FNDE), e dá outras providências.


Fonte: fnde

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Black Friday: economize com o presente das crianças

Criança adora ganhar presente o ano inteiro, para elas as datas especiais significam muito para ganhar brinquedos, roupas e muito mais. E quando elas colocam na cabeça que querem algo, é difícil mudar a opinião delas.
Os pais algumas vezes ficam apertados com o orçamento para comprar tantos presentes que os pequenos pedem. Daremos uma ótima dica para economizar na hora de comprar o presente que seu filho tanto quer.

Presenteie seus filhotes economizando!

Este ano, no dia 24 de novembro, irá acontecer a nova edição da Black Friday Brasil. Um dia inteiro de ofertas imperdíveis, o que o torna o maior evento de lojas online e offline. Então nada melhor que guardar esta data para comprar os brinquedos ou presentes que seus filhos mais desejam.
Desde brinquedos, playground, eletrônicos, games até roupas e calçados, tudo com descontos incríveis e somente neste dia. Uma oportunidade de comprar aquilo que você mais quer por preços bem menores.

Fonte: Meliuz